Novo contorno sul terá viadutos, ponte e trincheira para melhorar a mobilidade na região metropolitana de Curitiba

Obra de R$ 336 milhões deve ser entregue até 2028 e promete reduzir o tráfego no atual Contorno Sul, beneficiando Curitiba e o interior do Paraná

O governo do Paraná lançou oficialmente a construção do novo Contorno Sul de Curitiba, batizado como Corredor Metropolitano. O contrato foi assinado no dia 18 de agosto de 2025 pelo governador Ratinho Jr., com prazo de execução de 30 meses e investimento total de R$ 336 milhões. O objetivo é ampliar a capacidade viária da região metropolitana e facilitar a ligação entre Curitiba, Araucária e Fazenda Rio Grande.

O projeto prevê a duplicação de 9,5 km da rodovia PR-423 (Rodovia do Xisto), conectando a BR-476, em Araucária, até a BR-116, na divisa entre a capital e Fazenda Rio Grande. Para garantir durabilidade, o trecho será pavimentado em concreto com a técnica whitetopping, considerada mais resistente ao tráfego pesado. Além disso, serão erguidas sete grandes obras de arte especiais: dois viadutos sobre dutos da Transpetro, um viaduto na BR-116, outro sobre a Estrada Delegado Bruno de Almeida, mais um na Rua Lídia Camargo Zampieri, uma ponte sobre o rio Barigui e uma trincheira sob a Rua Ismael de Almeida.

impacto esperado no tráfego

A Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) estima que o novo contorno desvie cerca de 25% do tráfego do atual Contorno Sul, hoje sobrecarregado pelo fluxo intenso de caminhões e veículos de carga. O trecho também deve aliviar pontos críticos de congestionamento, como o acesso ao Ceasa, beneficiando diretamente motoristas e moradores da região metropolitana.

O governador Ratinho Jr. destacou que a obra será estratégica para a logística do estado, permitindo maior fluidez entre a capital e o interior. “Estamos falando de uma intervenção que vai melhorar a mobilidade, garantir mais segurança e atrair investimentos para o Paraná”, afirmou durante a assinatura do contrato.

comparativo com outros projetos

Projetos semelhantes já foram realizados em diferentes regiões do Brasil. O anel viário de São Paulo, por exemplo, também buscou tirar o tráfego pesado da cidade, mas enfrentou atrasos e custos elevados. Em Belo Horizonte, o Rodoanel Metropolitano ainda está em fase de discussão. O novo contorno de Curitiba surge, portanto, como uma das mais ousadas iniciativas de mobilidade urbana no país nos últimos anos, com a vantagem de já ter um cronograma definido e recursos assegurados.

A experiência internacional também mostra resultados positivos em obras dessa natureza. Cidades como Bogotá, na Colômbia, e Santiago, no Chile, construíram contornos viários que ajudaram a reduzir significativamente os tempos de deslocamento e impulsionaram o desenvolvimento econômico regional.

benefícios para Curitiba e o interior

Além de melhorar o acesso logístico, a obra deve estimular a expansão industrial e comercial em áreas próximas ao traçado. A expectativa é que novos empreendimentos se instalem no entorno, aproveitando a melhor conectividade com Curitiba e com outras cidades do Paraná.

Com previsão de entrega em 2028, o novo contorno deve se consolidar como a maior obra de mobilidade da capital paranaense em três décadas, oferecendo um impacto direto na qualidade de vida da população e no crescimento da economia regional.