O Paraná vive um cenário preocupante no que diz respeito à segurança de quem pedala. Nos últimos anos, o estado registrou um crescimento significativo nas mortes de ciclistas, levantando um forte sinal de alerta para autoridades e especialistas em trânsito.
Entre 2015 e 2024, foram contabilizados 1.335 óbitos de ciclistas, colocando o estado entre os que apresentam os números mais altos do país. O ano de 2024 se destacou de forma negativa, alcançando 158 mortes, o pior resultado da série histórica e representando um aumento de 17,9% em relação ao ano anterior.
Além das fatalidades, o volume de acidentes envolvendo bicicletas também preocupa. Somente nos primeiros sete meses de 2025, foram registrados 1.126 acidentes, resultando em 656 pessoas feridas e 15 mortes. Mesmo com oscilações anuais, os dados mostram que o risco para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte ou lazer permanece elevado.
Outro ponto que chama atenção é o aumento das hospitalizações por atropelamentos causados por ciclistas, que chegaram a 451 registros em 2024. Embora esses casos raramente resultem em morte, indicam uma crescente vulnerabilidade tanto de pedestres quanto de ciclistas, reforçando a necessidade de cuidados redobrados.
O conjunto dos números — mais mortes, mais feridos e acidentes recorrentes — evidencia a urgência de medidas mais eficazes de segurança viária, incluindo melhorias na infraestrutura, campanhas de conscientização e fiscalização mais rigorosa. A realidade atual demonstra que proteger vidas no trânsito tornou-se um desafio cada vez mais urgente no Paraná.