Tony Garcia entra na disputa contra Moro e movimenta cenário político no Paraná

O empresário Tony Garcia oficializou sua filiação ao partido Democracia Cristã (DC) e passou a integrar uma articulação política que mira diretamente o senador Sergio Moro no Paraná.

A movimentação faz parte de um projeto maior que busca fortalecer o palanque presidencial de Aldo Rebelo no estado. Ao mesmo tempo, Ricardo Gomyde assumiu a presidência estadual do DC e se tornou peça-chave na estratégia para lançar uma candidatura própria ao governo paranaense.

Estratégia mira confronto direto com Moro

A entrada de Tony Garcia no partido não é apenas simbólica. Ele tem adotado um discurso de enfrentamento direto contra Sergio Moro, explorando politicamente sua relação com a Operação Lava Jato.

O empresário afirma ter atuado como informante durante o período da operação — um ponto que vem sendo utilizado como base para críticas ao ex-juiz e que pode ganhar força no debate eleitoral.

Paraná vira peça-chave na disputa nacional

A articulação também atende aos interesses nacionais de Aldo Rebelo, que vem sendo projetado como pré-candidato à Presidência. A construção de palanques estaduais, como no Paraná, é vista como essencial para dar sustentação à candidatura.

Nesse contexto, o estado ganha ainda mais relevância por sua ligação histórica com a Lava Jato e pela influência política de Sergio Moro na região.

Cenário eleitoral começa a ganhar forma

Além do grupo liderado por Tony Garcia, outros nomes também se movimentam nos bastidores da disputa pelo governo do Paraná. Entre eles, lideranças como Rafael Greca, Alexandre Curi e Guto Silva aparecem em diferentes composições testadas por pesquisas eleitorais.

O avanço dessas articulações indica que a eleição de 2026 no estado entra em uma fase mais estratégica, marcada por alianças, testes de rejeição e montagem de chapas competitivas.

Novo polo político tenta ganhar espaço

Com a chegada de Tony Garcia e o comando de Ricardo Gomyde, o DC tenta sair da margem do debate político no Paraná e se consolidar como uma alternativa competitiva.

O objetivo é claro: criar um polo que se posicione como antagonista direto de Sergio Moro e que consiga transformar o histórico político recente do estado em ativo eleitoral.