Sandro Alex ultrapassa Requião Filho e se aproxima de Moro em novo cenário para o Governo do Paraná

Pesquisa Grupo RIC/IRG mostra Moro na liderança, mas mudança no segundo lugar e resultado do 2º turno aumentam a disputa pelo Palácio Iguaçu

A corrida pelo Governo do Paraná ganhou um novo desenho nesta quinta-feira (13). Pesquisa do Grupo RIC/IRG mostra Sergio Moro (PL) na liderança, com 40,2% das intenções de voto, mas traz uma mudança importante na disputa pelo segundo lugar: Sandro Alex (PSD) aparece à frente de Requião Filho (PDT), com 24,8% contra 21%.

O levantamento também apresenta, pela primeira vez neste recorte, os principais candidatos acompanhados de seus respectivos vices. Moro aparece ao lado de Edson Vasconcelos (PL), Sandro Alex com Rafael Greca (MDB) e Requião Filho com Michele Caputo (Solidariedade).

A pesquisa ouviu 1.350 eleitores entre os dias 8 e 12 de agosto. A margem de erro é de 2,67 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-09301/2026.

Sandro Alex assume o segundo lugar

A principal mudança revelada pelo levantamento está na disputa pela segunda colocação.

Sandro Alex aparece agora com 24,8%, enquanto Requião Filho soma 21%. A diferença entre os dois é de 3,8 pontos percentuais.

O resultado chama atenção porque ocorre em um momento de forte movimentação na corrida eleitoral e poucos dias depois da confirmação das chapas. Em levantamento do instituto Neokemp divulgado na quarta-feira (12), Requião Filho aparecia em segundo, enquanto Sandro Alex estava atrás.

Ou seja, embora Moro permaneça isolado na liderança, a definição de quem chegará ao eventual segundo turno contra o senador ainda está aberta.

Moro mantém liderança, mas segundo turno é mais apertado

Sergio Moro continua sendo o candidato mais bem posicionado no primeiro turno. Com 40,2%, ele aparece 15,4 pontos à frente de Sandro Alex e 19,2 pontos acima de Requião Filho.

Mas é no segundo turno que a pesquisa apresenta um dos dados mais relevantes para a eleição.

Em uma eventual disputa entre Moro e Sandro Alex, o candidato do PL teria 42,7%, contra 38,1% do deputado federal. A diferença seria de apenas 4,6 pontos percentuais. Outros 11,9% disseram não saber ou não responderam, enquanto 7,3% escolheriam branco, nulo ou nenhum.

O cenário muda bastante quando o adversário é Requião Filho.

Em um eventual segundo turno entre Moro e Requião, o senador teria 54,9%, contra 29,2% do candidato do PDT. A diferença chega a 25,7 pontos percentuais.

Já no confronto direto entre Sandro Alex e Requião Filho, o deputado federal aparece com 47,6%, enquanto Requião registra 28,3%.

A força da chapa passa a ser testada

Outro aspecto importante do levantamento é que os eleitores foram apresentados às candidaturas já acompanhadas pelos respectivos candidatos a vice.

Moro aparece com Edson Vasconcelos; Sandro Alex, com Rafael Greca; e Requião Filho, com Michele Caputo.

A inclusão dos vices pode alterar a percepção sobre as candidaturas porque deixa de apresentar apenas os nomes dos candidatos ao governo e passa a mostrar as chapas que efetivamente estarão na disputa.

No caso de Sandro Alex, a presença de Rafael Greca também acrescenta um componente político relevante à candidatura. O ex-prefeito de Curitiba e ex-governador é uma figura conhecida do eleitorado paranaense.

Eleitorado ainda está longe de estar totalmente definido

Apesar da vantagem de Moro no cenário estimulado, a pesquisa espontânea mostra que a eleição ainda possui um grau elevado de indefinição.

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 60,4% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem pretendem votar.

Entre os nomes lembrados espontaneamente, Moro aparece com 17,4%, Requião Filho com 7,4% e Sandro Alex com 6,8%.

O resultado indica que, apesar das posições apresentadas no cenário estimulado, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não transformou a eleição para governador em uma decisão consolidada.

O que mudou na eleição do Paraná

A nova pesquisa deixa pelo menos quatro movimentos importantes no cenário eleitoral:

1. Moro continua na frente.
O senador mantém uma vantagem significativa no primeiro turno, com 40,2%.

2. Sandro Alex passa Requião Filho.
Com 24,8%, o candidato do PSD assume o segundo lugar e abre 3,8 pontos sobre o deputado do PDT.

3. Sandro se mostra mais competitivo contra Moro.
No segundo turno, a diferença entre Moro e Sandro cai para 4,6 pontos, enquanto contra Requião a vantagem de Moro chega a 25,7 pontos.

4. A eleição ainda tem grande espaço para mudanças.
Os 60,4% de indecisos na pesquisa espontânea mostram que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não definiu sua escolha.

O cenário também revela uma eleição particularmente dinâmica: enquanto diferentes levantamentos recentes mantêm Moro na liderança, há oscilação importante na disputa pela segunda colocação. A pesquisa do Grupo RIC/IRG coloca Sandro Alex à frente de Requião Filho, enquanto o levantamento Neokemp divulgado um dia antes havia apresentado Requião em segundo.

Cenários para o primeiro turno

Com os candidatos e vices apresentados aos entrevistados, os números foram:

  • Sergio Moro (PL) / Edson Vasconcelos: 40,2%
  • Sandro Alex (PSD) / Rafael Greca (MDB): 24,8%
  • Requião Filho (PDT) / Michele Caputo (Solidariedade): 21%
  • Não sabe/Não respondeu: 7,9%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 4,4%
  • Luiz França (Missão) / João Adolfo: 0,7%
  • Adriano Teixeira (PCO) / José Carlos: 0,4%
  • Samuel de Mattos (PSTU) / Helena Figueiredo: 0,3%
  • Tayná Miessa (UP) / William Araki: 0,2%
  • Alexandre Salomão (Mobiliza) / Daiana Criminacio: 0,1%

O novo desenho da disputa

A fotografia apresentada pelo Grupo RIC/IRG, portanto, é diferente daquela observada em levantamentos anteriores.

Moro segue como favorito no primeiro turno, mas a disputa pelo segundo lugar ganhou um novo protagonista. Sandro Alex ultrapassou Requião Filho e, principalmente, aparece muito mais próximo de Moro em uma simulação de segundo turno.

Ao mesmo tempo, os 60,4% de eleitores que não apontaram um nome espontaneamente indicam que ainda existe um longo caminho até que as intenções de voto se transformem em uma decisão definitiva.

Com as chapas já definidas e a campanha entrando em uma fase mais intensa, a disputa pelo segundo turno passa a ser um dos principais pontos de atenção das eleições de 2026 no Paraná.