Nova pesquisa reforça liderança no governo e mostra disputa aberta para o Senado

A corrida eleitoral no Paraná começa a se desenhar para o governo estadual, mas segue indefinida quando o assunto é o Senado. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, o senador Sergio Moro aparece na liderança em todos os cenários testados para o Palácio Iguaçu.
O estudo ouviu 1.500 eleitores em 56 municípios entre os dias 10 e 12 de abril, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
Moro lidera com folga em todos os cenários
Nos diferentes cenários simulados, Moro mantém desempenho consistente. Ele registra 46% das intenções de voto em uma das projeções e ultrapassa a marca de 50% em outras combinações, consolidando-se como principal nome na disputa.
Enquanto isso, nomes ligados ao grupo do governador Ratinho Junior ainda não conseguiram se firmar. Rafael Greca aparece como o mais competitivo entre os governistas, mas ainda distante da liderança, enquanto Guto Silva segue com desempenho baixo.
A indefinição dentro do grupo governista é apontada como um dos fatores que favorecem o avanço de Moro. Sem um adversário consolidado, o senador amplia sua vantagem.
Requião Filho perde força
No campo de oposição ao governo estadual, Requião Filho continua como um dos principais nomes, mas apresentou queda nas intenções de voto.
Além disso, lidera o índice de rejeição entre os candidatos ao governo, o que pode dificultar sua evolução na disputa.
Senado segue aberto e fragmentado
Se a corrida ao governo começa a ganhar forma, o cenário para o Senado permanece indefinido. Na pesquisa espontânea, a maioria dos eleitores ainda não sabe em quem votar.
No cenário estimulado, Álvaro Dias lidera, seguido por Deltan Dallagnol, Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann.
Sem Álvaro Dias, a disputa fica ainda mais equilibrada, com Deltan e Curi em posições próximas e outros nomes na sequência.
Situação de Deltan pode mudar o cenário
Um dos pontos de maior incerteza envolve a candidatura de Deltan Dallagnol. Apesar de aparecer bem posicionado, sua situação jurídica ainda é questionada.
O Tribunal Superior Eleitoral já cassou seu registro em 2023, e há entendimento de que ele pode permanecer inelegível até 2031. Caso fique fora da disputa, o cenário pode mudar completamente.
Rejeição também pesa
No levantamento, Gleisi Hoffmann aparece com o maior índice de rejeição entre os nomes testados para o Senado, o que pode limitar seu crescimento.
Por outro lado, candidatos com menor rejeição tendem a se beneficiar em um cenário fragmentado.
Dois cenários distintos no Paraná
O quadro atual mostra dois movimentos diferentes: Moro avança com vantagem no governo, enquanto o Senado permanece em aberto e sujeito a mudanças.
Com a disputa ainda em fase inicial, decisões políticas e possíveis definições judiciais devem influenciar diretamente os próximos passos da eleição no estado.