
A cena política do Paraná passa por uma mudança significativa após o senador Sergio Moro definir sua filiação ao Partido Liberal (PL), marcada para o dia 24 de março. O movimento, alinhado com Flávio Bolsonaro, sinaliza uma nova configuração de forças para as eleições de 2026.
Com a decisão, o PL rompe com a base do governador Ratinho Junior (PSD), alterando o cenário político estadual. A mudança também foi acompanhada pelo Partido Novo, que deixa o grupo governista para integrar a nova frente política articulada por Moro.
Dentro dessa reorganização, já há uma composição desenhada: o próprio Moro surge como pré-candidato ao governo do Paraná, enquanto o deputado Filipe Barros (PL) aparece como um dos nomes ao Senado. Para a segunda vaga, o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) é apontado como alternativa. A estratégia busca reunir figuras conhecidas do eleitorado em uma chapa competitiva.
Fora desse novo arranjo está a jornalista e influenciadora Cristina Graeml. Apesar de ter se filiado à federação União-PP com a intenção de disputar o Senado ao lado de Moro, ela acabou excluída da composição após a mudança de estratégia.
Mesmo assim, Cristina afirmou publicamente que mantém sua pré-candidatura ao Senado e não pretende desistir da disputa. No entanto, sua permanência na federação atual pode dificultar a viabilidade eleitoral, o que abre a possibilidade de buscar uma nova legenda, ainda que com menor estrutura e tempo de exposição.
As movimentações indicam um redesenho do cenário político paranaense, com novas alianças e rupturas que devem impactar diretamente as disputas majoritárias nas eleições de 2026.