A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realiza nesta sexta-feira (24), às 9h, a sessão especial que definirá o futuro do mandato da vereadora Professora Angela (PSOL). O julgamento por suposta quebra de decoro parlamentar interrompe o recesso do Legislativo curitibano — previsto para durar até 31 de julho — devido ao cumprimento de prazos legais.
O processo estava paralisado desde novembro de 2025 por conta de uma liminar obtida pela defesa da vereadora na Justiça. No entanto, com a revogação da medida judicial ocorrida em junho deste ano, o rito voltou a tramitar, permitindo a convocação oficial feita pelo presidente da Casa, vereador Tico Kuzma (PSD).
Entenda a denúncia
A representação contra a parlamentar foi apresentada pelos vereadores Da Costa (Pode) e Bruno Secco (Novo). Eles questionam a distribuição de um panfleto informativo sobre a Política de Redução de Danos durante uma audiência pública promovida pelo mandato de Angela em 5 de agosto de 2025.
Segundo a acusação, o conteúdo faria apologia ao uso de drogas, configurando infração ética por ter sido entregue nas dependências do Legislativo. Após apuração da Corregedoria, o órgão concluiu que havia elementos suficientes para a abertura do processo ético-disciplinar na Comissão de Ética da Casa.
O que diz a vereadora
Nas redes sociais, a vereadora Professora Angela negou irregularidades e classificou a votação como uma manobra política:
“A Câmara de Curitiba retomou o processo de perseguição política que pretende cassar o nosso mandato. Querem fazer cortina de fumaça para abafar as denúncias de corrupção que envolvem a presidência da Câmara de Vereadores. Eles não suportam um mandato combativo, mas não nos calarão.”
Como funcionará o julgamento
A sessão extraordinária será dedicada exclusivamente à análise do caso e seguirá as seguintes etapas:
- Rito inicial: Leitura dos procedimentos regimentais;
- Sustentação oral: Tempo reservado para a defesa da parlamentar se pronunciar;
- Debate: Discussão do parecer final entre os vereadores;
- Votação nominal: Cada parlamentar declarará abertamente o seu voto em plenário.
Para que o mandato seja cassado, é necessária a aprovação pela maioria qualificada do plenário. Caso o total de votos não seja atingido, a denúncia será arquivada e a parlamentar permanecerá no cargo.