Com 820 óbitos e 122.455 acidentes registrados entre 2016 e 2025, o cenário reforça o desafio na gestão de fornecedores, profissionais, documentos, treinamentos e autorizações válidas ao longo de grandes obras. No acumulado de 2016 a 2025, a construção de edifícios ficou em 2º lugar no ranking de óbitos por atividade econômica.

São Paulo, 15 de Agosto de 2026. Grandes obras costumam ser associadas a desafios de engenharia, orçamento e cronograma. Mas existe uma camada menos visível e cada vez mais crítica para a continuidade das operações: saber, a cada dia, quais empresas e quais profissionais estão efetivamente aptos a atuar dentro do canteiro.
O tema ganha relevância diante dos dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2025, o país registrou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 óbitos, o maior número da série histórica analisada pelo órgão. No recorte acumulado de 2016 a 2025, a atividade de construção de edifícios somou 122.455 acidentes e 820 mortes, ficando em segundo lugar entre as atividades econômicas com maior número absoluto de óbitos no trabalho.
Em operações de grande porte, o risco de conformidade cresce junto com a cadeia de contratação. Construtoras, empreiteiras, subempreiteiras e prestadores especializados podem mobilizar centenas ou milhares de trabalhadores em diferentes frentes de serviço, cada uma com requisitos próprios de documentação, capacitação, Saúde e Segurança do Trabalho (SST) e autorização de acesso.
O problema não termina na homologação do fornecedor
A aprovação inicial de uma empresa não garante que todos os seus profissionais permaneçam regulares durante a execução de um contrato. Documentos vencem, treinamentos precisam ser renovados, equipes são substituídas, funções mudam e requisitos podem variar conforme a atividade ou o local de execução.
Na prática, isso cria um ponto cego: um fornecedor pode estar homologado e, ainda assim, determinado trabalhador não estar apto para executar uma tarefa específica naquele momento.
A NR-18, norma que estabelece diretrizes de segurança e saúde na indústria da construção, determina que a organização da obra vede o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro sem as medidas de proteção previstas. Também torna obrigatória a elaboração e implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e estabelece que empresas contratadas forneçam ao contratante o inventário de riscos ocupacionais específicos de suas atividades, que deve integrar o PGR do canteiro.
Da planilha à validação contínua
Para a Nashai, empresa brasileira de tecnologia especializada em gestão do ciclo de vida de fornecedores e terceiros, a mudança central está em tratar a conformidade como uma condição dinâmica, e não como uma checagem feita apenas no início da contratação.
Quando cadastro, documentação, qualificação, requisitos de SST e autorização de acesso ficam dispersos entre planilhas, e-mails e sistemas diferentes, a organização perde capacidade de identificar pendências antes que elas cheguem à operação. A digitalização permite criar regras de validação, alertas de vencimento, trilhas de aprovação e bloqueios quando um requisito deixa de ser atendido.
O objetivo não é apenas digitalizar documentos. É conectar a decisão operacional, quem pode executar determinada atividade, em qual local e em qual período, à situação atual do fornecedor e do trabalhador.
“Conformidade não é uma fotografia, mas uma condição que precisa ser sustentada continuamente. É nessa camada que nosso BPO atua, combinando capacidade humana especializada, tecnologia e IA para antecipar desvios e impedir que eles se convertam em risco operacional.” – Comenta Fernanda Delboni, CEO da Nashai.
As perguntas que uma grande operação precisa responder
• O fornecedor continua homologado e com os requisitos exigidos pelo contrato?
• O profissional está vinculado à empresa correta e autorizado para aquela função?
• Documentos, treinamentos e exames exigidos permanecem válidos?
• Existe alguma pendência de SST ou de qualificação que impeça a execução da atividade?
• A autorização de entrada está baseada em informações atualizadas e rastreáveis?
Supply chain ganha peso estratégico na construção
A discussão ocorre em um momento de maior pressão sobre a cadeia de suprimentos do setor. Em maio de 2026, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) destacou que mudanças tributárias, pressão de custos e transformações nas cadeias globais estão levando construtoras, fabricantes e distribuidores a rever estratégias de compras e suprimentos. Entre os temas apontados estão gestão de fornecedores, planejamento integrado e uso de dados e tecnologia para reduzir incertezas.
Nesse contexto, a gestão de terceiros deixa de ser apenas uma rotina administrativa. Em grandes obras, ela passa a funcionar como uma camada de governança operacional: conecta contratação, qualificação, SST, documentação e acesso, mantendo evidências sobre por que uma empresa ou um profissional estava apto, ou não, a atuar em determinado momento.
Para organizações com cadeias extensas de fornecedores, essa rastreabilidade pode ser decisiva para reduzir exposição a falhas de conformidade, tornar auditorias mais rápidas e evitar que pendências administrativas avancem até a operação.
Sobre a Nashai
A Nashai é uma empresa brasileira de tecnologia especializada em soluções para gestão do ciclo de vida de fornecedores e terceiros. Sua plataforma apoia processos de homologação e qualificação de fornecedores, gestão documental, gestão de terceiros, contratos, auditorias, compliance e requisitos de Saúde e Segurança do Trabalho, com foco em governança, rastreabilidade e eficiência operacional.
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