
O governador Ratinho Junior oficializou a filiação da jornalista Cristina Graeml ao PSD, em um movimento que reorganiza as articulações para as eleições de 2026 no Paraná e amplia o alcance político do grupo governista.
A entrada de Graeml na legenda ocorre após uma sequência de mudanças partidárias e consolida sua aproximação com o projeto liderado pelo Palácio Iguaçu. O gesto é visto como estratégico para fortalecer alianças e ampliar presença em setores do eleitorado conservador.
Movimento sinaliza aproximação com campo de Moro
A filiação acontece poucos dias depois de Sergio Moro ingressar no PL para disputar o governo estadual, redesenhando o cenário político.
Nesse contexto, a chegada de Cristina ao PSD é interpretada como um movimento de aproximação indireta entre Ratinho Junior e o campo político ligado a Moro e ao bolsonarismo, criando possibilidades de convergência futura.
Além disso, nomes como Flávio Bolsonaro aparecem como peças relevantes nesse mesmo campo, indicando que as articulações podem ultrapassar as fronteiras partidárias tradicionais.
Disputa por espaço ao Senado influencia decisão
Antes da filiação, Cristina Graeml era apontada como possível candidata ao Senado dentro de outro arranjo político. No entanto, a composição liderada por Moro já indicava nomes como Filipe Barros e Deltan Dallagnol, o que reduziu o espaço para sua candidatura naquele grupo.
Com a mudança para o PSD, abre-se uma nova possibilidade de encaixe político, seja em uma chapa majoritária ou em outras composições estratégicas.
Reaproximação após disputa acirrada em Curitiba
A aliança também chama atenção pelo histórico recente. Cristina Graeml foi adversária direta do atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, nas eleições municipais de 2024.
Agora, com ambos no mesmo partido, o movimento pode gerar desconforto interno e impactos futuros nas disputas locais, especialmente pensando em 2028.
Reações divididas entre apoiadores
A filiação provocou reações mistas nas redes sociais. Parte do eleitorado demonstrou apoio à aliança, enquanto outra parcela criticou a mudança, apontando incoerência ideológica e questionando a aproximação com o PSD.
Comentários como “perdeu meu voto” e críticas ao chamado “centrão” apareceram com frequência, evidenciando que o movimento, embora estratégico, não é consenso entre os apoiadores mais ideológicos.
Cenário segue indefinido no grupo governista
Apesar da nova filiação, o campo político ligado a Ratinho Junior ainda apresenta divisões. O ex-prefeito Rafael Greca mantém pretensões ao governo, enquanto Alexandre Curi deixou o PSD em busca de viabilizar sua própria candidatura.
Outro nome no tabuleiro é Requião Filho, que segue articulando alianças em um campo alternativo.
Estratégia amplia influência de Ratinho na sucessão
Ao trazer Cristina Graeml para o PSD, Ratinho Junior não apenas incorpora uma ex-adversária, mas também adiciona uma peça importante no xadrez eleitoral, mirando influência tanto no eleitorado conservador quanto nas negociações de bastidores.
O movimento reforça que a disputa pelo governo do Paraná em 2026 já está em pleno andamento — e ainda longe de uma definição clara.