Frente fria traz ventos de até 90 km/h, deixa mais de mil afetados e mobiliza forças estaduais de resgate
A passagem de um forte sistema de instabilidade deixou um rastro de destruição em pelo menos 17 municípios do Paraná entre o domingo (1º) e esta segunda-feira (2). O balanço oficial contabiliza 1.277 moradores impactados diretamente pelas tempestades, além de 350 imóveis avariados e uma casa completamente destruída.
As regiões noroeste e centro-sul concentraram os episódios mais graves. Em Maringá, rajadas intensas derrubaram árvores, comprometeram o fornecimento de energia e causaram estragos na própria sede do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, onde o telhado foi parcialmente arrancado e viaturas acabaram atingidas. Diante do cenário, o governo estadual enviou reforços de quatro divisões regionais dos bombeiros e instalou um gabinete de crise para acelerar a desobstrução de vias e o socorro à população.
Situação semelhante ocorreu em Marquinho, onde a queda de granizo e os ventos fortes danificaram cerca de 270 moradias em poucas horas. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil enviou materiais de cobertura emergencial para auxiliar os desabrigados, enquanto equipes locais mapeiam os prejuízos em prédios públicos.
O monitoramento do Simepar alerta que a trégua será curta. A formação de um ciclone extratropical no litoral do Sul do país, aliada ao avanço de uma nova frente fria, deve renovar o risco de temporais severos em todo o território paranaense ao longo de quarta (4) e quinta-feira (5).