Após momentos de tensão e tentativas de negociação, equipes do COE e do BOPE entraram na sala onde os alunos eram mantidos; crianças foram encaminhadas para atendimento médico e psicológico.
O homem que invadiu um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) no bairro São Braz, em Curitiba, foi morto pela Polícia Militar (PM) nesta sexta-feira (9). A ocorrência terminou com o resgate de todas as crianças que estavam na sala invadida, segundo informações divulgadas pela corporação.
De acordo com a tenente Letícia, da PM, 13 crianças foram resgatadas pelas equipes de segurança. Todas estavam bem, conforme o relato inicial, e seriam encaminhadas para atendimento médico e psicológico, além de terem contato com seus familiares.
Operação terminou após momentos de tensão
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, da Guarda Municipal e um helicóptero da corporação. Durante o atendimento, os policiais tentaram negociar com o invasor para conseguir a liberação dos alunos.
Em determinado momento, foram ouvidos tiros e barulhos semelhantes aos de bombas. Na sequência, a Polícia Militar confirmou que o homem havia sido morto.
Segundo a tenente Letícia, equipes de negociação e policiais do Comando de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) entraram na sala onde as crianças eram mantidas.
A policial informou que a situação com reféns havia sido encerrada e que as crianças estavam sendo retiradas do local para receber assistência.
Homem teria entrado alegando fazer uma entrega
Conforme as informações preliminares, o homem entrou no CMEI afirmando que faria uma entrega e carregando um pacote. Depois de acessar a unidade, teria circulado pelas dependências da escola.
Professoras perceberam a situação e acionaram as forças de segurança. Inicialmente, informações da Guarda Municipal indicavam que 23 crianças estavam na sala invadida. Oito delas teriam sido liberadas antes da entrada das equipes policiais.
As demais foram resgatadas durante a intervenção da Polícia Militar.
Também houve relatos de cheiro de gasolina no local, mas não havia confirmação sobre a origem do odor nem sobre a possível presença de material inflamável.
Familiares aguardavam informações
Durante a ocorrência, familiares acompanharam a movimentação das equipes nas proximidades da unidade escolar.
Alguns relataram que haveria crianças com transtorno do espectro autista (TEA) entre os alunos da sala invadida. Essa informação, porém, não havia sido confirmada oficialmente no relato divulgado.
Polícia Civil deve apurar a ocorrência
A motivação da invasão e as circunstâncias que levaram à morte do homem ainda dependem de esclarecimento. Os detalhes da ação policial também deverão ser apurados pelas autoridades competentes.
As informações iniciais foram divulgadas pela Polícia Militar à Banda B, e a investigação deverá esclarecer como a ocorrência se desenvolveu até o desfecho.