
O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (1º) a candidatura do senador Sergio Moro ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. A convenção partidária também confirmou uma aliança com Podemos e Novo, que lançará o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) para disputar as duas vagas ao Senado.
Além das candidaturas majoritárias, a convenção homologou 86 candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Durante o evento, Moro afirmou que a coligação representa um projeto próprio para o estado e voltou a associar sua trajetória política ao combate à corrupção.
“Eu sou o juiz da Lava Jato. Eu sou o juiz que comandou a maior operação da história do Brasil contra a corrupção.”
Em seu discurso, o senador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citou o caso de fraudes no INSS e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ao comentar a aliança entre PSD e MDB, que lançou Sandro Alex ao governo tendo o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca como candidato a vice, Moro minimizou a força dos adversários e afirmou que sua prioridade é fortalecer o Paraná.
“Eu acompanhei o presidente Jair Bolsonaro naqueles debates. Então desde então nós iniciamos uma reaproximação e agora estamos unidos neste projeto maior. Primeiro, colocar o Paraná como a nossa fortaleza das nossas liberdades, proteger destas tempestades que estão se formando em Brasília e buscar aquela excelência que o paranaense merece.”
Segundo o candidato, o objetivo da coligação é defender princípios ligados às liberdades individuais, à segurança jurídica e ao combate à corrupção.
Durante a convenção, Filipe Barros reafirmou sua defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo o discurso crítico ao Judiciário.
Já Deltan Dallagnol fez críticas ao governo Lula, falou sobre supostos abusos judiciais e respondeu às dúvidas sobre sua situação jurídica, afirmando estar apto a disputar as eleições.
“Todas as reclamações disciplinares contra mim foram arquivadas, estão prescritas, ou seja, nenhuma tem qualquer tipo de viabilidade.”
Calendário eleitoral
As convenções partidárias podem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, período destinado à definição dos candidatos e das alianças para as eleições de outubro. O prazo final para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 15 de agosto, enquanto a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno previsto para 25 de outubro.